Prof. D.Sc. Tadeu Miranda de Queiroz[1]
Eduarda Gabrielle Graebin Galdino[2]
A primeira semana de junho foi marcada pela ausência total de precipitações em Nova Mutum, consolidando o avanço do período seco na região. Dados da estação meteorológica indicam que entre os dias 1º e 7 de junho não houve registro de chuva, mantendo a tendência observada nas últimas semanas.
As temperaturas permaneceram elevadas durante o período, com médias diárias variando entre 23,6°C e 25,0°C. A maior temperatura registrada foi de 33,7°C, observada no dia 3 de junho, enquanto as mínimas oscilaram entre 15,3°C e 18,2°C, proporcionando maior amplitude térmica entre o dia e a noite. A umidade relativa do ar apresentou redução gradual ao longo da semana. Os maiores valores médios foram observados nos primeiros dias do período, próximos de 72%, enquanto os menores índices ocorreram nos dias finais, atingindo aproximadamente 60%. Esse comportamento é característico da transição para a estação seca no Centro-Oeste brasileiro.
Importância para o setor agrícola
O monitoramento das variáveis meteorológicas é fundamental para o planejamento das atividades agrícolas em Nova Mutum. A ausência de chuvas exige atenção especial quanto à disponibilidade de água no solo, principalmente para áreas cultivadas com milho safrinha que se encontram em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos.
As informações de temperatura, umidade relativa do ar e precipitação auxiliam produtores e técnicos na tomada de decisões relacionadas ao manejo das lavouras, monitoramento do risco de estresse hídrico e programação de operações de campo.
Além disso, o período seco favorece a realização de atividades mecanizadas, pulverizações e monitoramentos fitossanitários, uma vez que as condições de trafegabilidade e operação tendem a ser mais adequadas.
O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas permite maior eficiência no planejamento agrícola e contribui para a redução de riscos associados às variações climáticas ao longo da safra.

Metodologia e Qualidade
Todo o processo de coleta, tratamento e espacialização dos dados foi conduzido pela equipe de Hidrometeorologia da UNEMAT.
Para saber mais visite notícias anteriores em www.aguanamedida.com.br.
Agradecimento: À Daniela Moreira Costa Araújo, responsável pela coleta de dados da Estação Meteorológica Automática.
[1] Prof. D.Sc. Curso de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, Campus de Nova Mutum.
[2] Discente do Curso de Agronomia, Polo Aripuanã/MT, UNEMAT, Bolsista de Iniciação do Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.









