Município de Nova Mutum – Mato Grosso
33ª Semana de Observação (17 a 23 de maio de 2026)

Prof. D.Sc. Tadeu Miranda de Queiroz[1]

Eduarda Gabrielle Graebin Galdino[2]

O presente boletim técnico apresenta a caracterização das condições meteorológicas observadas no município de Nova Mutum durante o período de 17 a 23 de maio de 2026. A análise da 33ª semana evidencia a consolidação do encerramento do período chuvoso na região, com ausência total de precipitação ao longo de toda a semana, associada à redução expressiva das temperaturas e manutenção de elevados índices de umidade relativa do ar.

O comportamento atmosférico registrado é compatível com a transição sazonal entre o outono e o início do período seco no Centro-Oeste brasileiro, caracterizado pela diminuição das chuvas, incursões de massas de ar mais frio e alterações nas condições térmicas locais.

Análise das condições meteorológicas

Precipitação: durante o período analisado, não houve registro de precipitação no município, totalizando 0,0 mm de chuva acumulada na semana. Esse cenário confirma o encerramento efetivo da estação chuvosa e marca o início de um período de maior atenção quanto à disponibilidade hídrica para atividades agrícolas.

Temperatura do ar: os dados térmicos demonstraram mudança significativa no padrão atmosférico ao longo da semana. Nos primeiros dias, foram registradas temperaturas médias superiores a 26°C, com máximas atingindo aproximadamente 33,8°C.

A partir de 19 de maio, observou-se queda acentuada nas temperaturas, com médias próximas a 17°C a 21°C, indicando a atuação de massa de ar frio sobre a região.

Umidade relativa: mesmo sem ocorrência de chuvas, os índices de umidade relativa do ar permaneceram elevados durante toda a semana, com valores variando entre 80% e 94%.

Esse comportamento sugere elevada umidade atmosférica durante períodos noturnos e nas primeiras horas da manhã, condição frequentemente associada à condensação e formação de orvalho.

Implicações Agrícolas

A redução generalizada nos volumes pluviométricos assume papel determinante no cenário agrícola atual de Nova Mutum:

Milho safrinha e disponibilidade hídrica: a ausência total de precipitação representa um fator de atenção para as áreas cultivadas com milho safrinha, especialmente em estádios fenológicos mais sensíveis à deficiência hídrica, como enchimento de grãos.

Embora a umidade atmosférica permaneça elevada, a inexistência de reposição hídrica via precipitação pode comprometer gradativamente a umidade do solo, elevando o risco de estresse hídrico e redução do potencial produtivo.

O período seco favorece atividades mecanizadas como:

  • Pulverizações fitossanitárias;
  • Monitoramento de lavouras;
  • Manejo operacional;
  • Deslocamento de maquinário agrícola.

→ A ausência de chuvas reduz riscos de atolamento, compactação excessiva em solo saturado e interrupções operacionais.

Potencial para doenças fitossanitárias: apesar da ausência de precipitação, a elevada umidade relativa do ar, associada à redução térmica, pode favorecer condições microclimáticas propícias ao desenvolvimento de determinadas doenças foliares, dependendo da cultura e do estádio de desenvolvimento, por isso o monitoramento fitossanitário continua sendo recomendado, especialmente em sistemas produtivos mais suscetíveis.

Metodologia e Qualidade

Todo o processo de coleta, tratamento e espacialização dos dados foi conduzido pela equipe de Hidrometeorologia da UNEMAT.

Para saber mais visite notícias anteriores em www.aguanamedida.com.br.

Agradecimento: À Daniela Moreira Costa Araújo, responsável pela coleta de dados da Estação Meteorológica Automática.

[1] Prof. D.Sc. Curso de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, Campus de Nova Mutum.

[2] Discente do Curso de Agronomia, Polo Aripuanã/MT, UNEMAT, Bolsista de Iniciação do Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

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