Os dados meteorológicos registrados pela Estação Meteorológica Automática da UNEMAT, em Nova Mutum, durante o período de 21 a 27 de junho de 2026, evidenciam a continuidade das características típicas da estação seca, com predomínio de tempo estável e apenas um evento isolado de precipitação ao longo da semana. O maior acumulado de chuva foi registrado no dia 22 de junho, totalizando 5,84 mm, volume considerado baixo e insuficiente para promover reposição significativa da umidade do solo.

A temperatura média do ar apresentou variação entre 15,44 °C e 24,77 °C, refletindo a influência de uma massa de ar mais frio sobre a região, principalmente entre os dias 24 e 26 de junho. Apesar da redução das temperaturas médias nesse período, as temperaturas máximas voltaram a se elevar ao final da semana, atingindo 34,18 °C no dia 27 de junho, evidenciando a elevada amplitude térmica diária característica desta época do ano.

A umidade relativa do ar manteve-se elevada durante a semana, com valores médios entre 80,5% e 91,2%, comportamento associado às temperaturas mais amenas registradas após a passagem da massa de ar frio. Esse padrão contribui para condições atmosféricas mais confortáveis durante as primeiras horas da manhã, embora a redução da umidade nos horários mais quentes continue favorecendo o aumento da demanda evaporativa.

Os registros de velocidade média do vento permitem acompanhar a dinâmica da circulação atmosférica durante a semana, informação importante para o planejamento de operações agrícolas, principalmente pulverizações, nas quais a intensidade do vento influencia diretamente a eficiência das aplicações e o risco de deriva.

Sob o ponto de vista agronômico, o evento isolado de chuva proporcionou apenas um aporte temporário de água ao solo, sem alterar o cenário predominante de baixa disponibilidade hídrica. Para as áreas cultivadas com milho safrinha em fase final de desenvolvimento e maturação, o armazenamento de água no perfil do solo continua sendo determinante para o desempenho da cultura. Além disso, as condições observadas favoreceram a realização de operações mecanizadas, o monitoramento fitossanitário e o planejamento da colheita, reforçando a importância do acompanhamento contínuo das variáveis meteorológicas como ferramenta de apoio à tomada de decisão no setor agrícola.

Prof. D.Sc. Tadeu Miranda de Queiroz[1]

Eduarda Gabrielle Graebin Galdino[2]


[1] Prof. D.Sc. Curso de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, Campus de Nova Mutum.

[2] Discente do Curso de Agronomia, Polo Aripuanã/MT, UNEMAT, Bolsista de Iniciação do Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

Todo o processo de coleta, tratamento e espacialização dos dados foi conduzido pela equipe de Hidrometeorologia da UNEMAT.

Para saber mais visite notícias anteriores em www.aguanamedida.com.br.

Agradecimento: À Daniela Moreira Costa Araújo, responsável pela coleta de dados da Estação Meteorológica Automática.

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