Município de Nova Mutum – Mato Grosso
29ª Semana de Observação (29 de março a 04 de abril de 2026)
Prof. D.Sc. Tadeu Miranda de Queiroz
Ao longo da 29ª semana de monitoramento, o regime de chuvas em Nova Mutum apresentou comportamento espacial bastante contrastante, evidenciando a atuação irregular dos sistemas atmosféricos sobre o município. A análise integrada dos dados permite identificar padrões bem definidos de distribuição da precipitação, com implicações diretas tanto no balanço hídrico quanto nas atividades produtivas.
A figura a seguir ilustra a distribuição espacial dos acumulados pluviométricos no período, por meio de classes de precipitação e isoietas. Observa-se a presença de faixas bem delimitadas de chuva, com destaque para as linhas de 20 mm, 30 mm, 40 mm e 50 mm, que organizam o campo pluviométrico no território. O mapa evidencia um gradiente claro de aumento dos volumes no sentido oeste–leste, além de um núcleo de baixos acumulados na porção sul do município.

Em uma análise mais abrangente, verifica-se que grande parte do território foi marcada por volumes entre 20 e 30 mm, predominando nas regiões central e oeste. Essa faixa representa o padrão dominante da semana, indicando ocorrência de chuvas moderadas e relativamente bem distribuídas, porém sem grande intensidade.
Por outro lado, a porção leste do município apresentou os maiores acumulados, com valores variando entre 40 e 60 mm, chegando localmente à classe de 50–60 mm. Essa faixa mais úmida forma um corredor bem definido no limite leste, sugerindo maior persistência dos eventos pluviométricos nessa região. Em contraste, destaca-se a região sul, onde se observa um núcleo de baixa precipitação, com valores entre 0 e 10 mm, circundado por uma zona de transição de 10 a 20 mm. Esse padrão indica uma atuação bastante limitada das chuvas nesse setor durante a semana.
No contexto do agronegócio, essa configuração espacial traz efeitos distintos dentro do próprio município. As áreas do leste, com maiores acumulados, tendem a apresentar boa reposição de umidade no solo, favorecendo o estabelecimento inicial do milho safrinha, embora possam impor restrições operacionais pontuais devido ao excesso de umidade. Já a região central, com volumes entre 20 e 30 mm, apresenta um cenário mais equilibrado, conciliando condições adequadas de umidade com viabilidade para operações mecanizadas. Em contrapartida, o setor sul, onde os acumulados foram bastante reduzidos, exige atenção quanto à disponibilidade hídrica no solo, podendo comprometer a germinação e o desenvolvimento inicial das culturas caso não haja reposição de chuvas nos próximos dias.
Todo o processo de coleta, tratamento, análise e espacialização dos dados pluviométricos foi conduzido pela equipe de Hidrometeorologia da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), assegurando rigor técnico, consistência metodológica e confiabilidade às informações apresentadas neste boletim.
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Agradecimento: à Bolsista IC Eduarda Gabrielle Graebin Galdino do Curso de Agronomia da UNEMAT, polo Aripuanã, pela organização dos dados.









